Entrevista com o baixista do Metallica


Entrar para uma banda de longa data é sempre um pouco assustador, mas e quando essa banda é o Metallica? Em entrevista recente para o LiveDaily , o baixista Robert Trujillo falou sobre as nomeações ao Grammy, como a banda amadureceu depois que ele entrou, e que o futuro reserva para a banda.

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LiveDaily: Parabéns pela nomeação ao Grammy. Neste ponto da sua carreira, o que a nomeação significa para você?

Robert Trujillo: Depende da situação. Obviamente, se você é Milli Vanilli e é nomeado para sete Grammys e não ganha nenhum, não é a coisa mais maravilhosa do mundo. [Para nós], é uma honra. Trabalhamos arduamente nesse álbum. No Metallica, a ética está presente no nosso trabalho. Tem sido um grande aprendizado. Me vi em um monte de https://i1.wp.com/citygonecrazy.com/music/428px-RobertTrujillo.jpgsituações, como sabem. Tem sido uma experiência muito grande sentar-se ao lado de Hetfield e Lars e ajudá-los a compor uma canção e vê-los montando os arranjos. É como ir para a melhor escola de composição que você possa imaginar. Ser reconhecido pelos esforços é maravilhoso e estamos felizes com isso.

O Metallica foi indicado para três prêmios para o 51º Annual Grammy Awards. A música “My Apocalypse”, foi nomeada para a Melhor Performance de Metal, “Suicide & Redemption”, foi nomeada para Melhor Performance de Rock Instrumental, e o álbum, “Death Magnetic”, foi nomeada na categoria de Melhor Álbum Rock .

Qual é a coisa mais importante que você aprendeu até agora com eles?

Definitivamente, no mundo do Metallica, há um monte de detalhes que vem de imagens. James tem para cada palavra outras três palavras. Ele é muito organizado. Cada canção tem uma fonte especial – a forma como é escrita e tudo sobre ela. E esse tipo de detalhe impacta nas harmonias e desenvolvimento da composição do vocal e das guitarras. É realmente algo impressionante de se ver. Organizando as canções, até ao menor detalhe entre ritmos, transições e outras coisas. A coisa mais legal sobre essa estrutura, para mim, é que Rick Rubin [produtor] queria que nós escrevêssemos músicas para tocar ao vivo. E nós fizemos isso. “Todos se levantem e toquem de pé como se estivessem tocando ao vivo.” [Rubin disse], essa encenação https://i2.wp.com/i44.photobucket.com/albums/f24/mikey07ofs/rob1.jpgfoi para que nós imaginássemos uma audiência que não soubesse quem nós éramos em um pequeno bar ou um quintal de uma casa. Nós compramos a idéia. Ele conseguiu realmente reunir Lars e James com o passado. É por isso que há momentos de oldschool nas músicas.

Como foi para você ver a banda crescer ainda mais nesses últimos 6 anos?

Em uma série de maneiras: para começar, eu tenho filhos e Kirk também. Quando eu entrei para o Metallica em meados de 2003, eu não era casado. Agora estou aqui sentado com uma filha de 2 anos de idade e um filho de 4 anos, e com um casamento feliz. Essa é a transição mais importante na minha vida. Quando me juntei a banda, eu tive que viver em uma bolha. Eu realmente tive que me concentrar em ser parte desta banda e aprender mais de 23 anos de partituras e ainda aprender a tocar rodas as músicas do “St. Anger, e isso foi realmente louco. Então eu https://i1.wp.com/www.metallica.sk/newsimages/prague_2004_robert_trujillo.jpgtive que criar essa bolha, só assim então poderia me concentrar nisso. Teria sido muito mais difícil se eu tivesse uma família. E tem também o Kirk, como já disse, que tem um casal filhos agora. Lars teve um filho a pouco mais de um ano atrás. Existe uma magia na banda, todos nós podemos nos conectar de alguma maneira, nós compartilhamos isso. Fora um monte de coisas como família, nós não compartilhamos os mesmo interesses. Somos todos diferentes. Nossas famílias meio que nos juntam. A música nos junta, definitivamente. É bom todos termos uma família, algo que amamos e cuidamos com carinho. Nós todos podemos compartilhar isso.

O que você vê para o futuro do Metallica? Você tem mais um álbum à com Warner Bros, correto?

Basicamente, eu não conheço os detalhes técnicos. Só posso dizer isto: fora dos negócios – o que provavelmente é o que você está me perguntando – o céu é o limite. Para mim, “Death Magnetic” é apenas uma rampa de lançamento. Estamos já praticando novas idéias e novos riffs. Há um riff que estou montando com o Lars que eu gostaria de me aprofundar mais ainda no futuro. É ótimo tocar thrashy e riffs pesados de novo. Essa é uma das características da banda – não faltam idéias. Quando você olha outras bandas que já existem há tantos anos, às vezes a coisa mais difícil é ficar motivado. Às vezes bandas acabam tocando quase como – como se diz isto? – Como se fosse um tributo a eles mesmos. Isso é legal. Mas o futuro desse tipo de banda não parece tão interessante. Penso que temos ainda muito material interessante para criar e fazer melhor ainda do que já fizemos. E isso é divertido.

Traduzido da Ultima Guitar

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